segunda-feira, 13 de julho de 2009

Você é uma tartaruga!

Este animal é o símbolo da sabedoria. Você sabe melhor do que ninguém que "devagar se vai ao longe" (é melhor fazer tudo com calma e direitinho para não tomar o caminho errado, não é mesmo!?!). Este seu jeito de levar a vida lhe traz uma baita experiência, que poderá ser compartilhada com os outros. A tartaruga sempre carrega muita bagagem nas costas. Lembre-se: você tem a voz do conhecimento. Quando ela recolhe a cabeça, muitos pensam que é covardia, mas na verdade, daí vem todo seu poder de concentração.

Para fazer o teste

sábado, 11 de julho de 2009

O fracasso da utilidade. Notas sobre o funcionalismo na arquitetura moderna (1)

Artigo muitíssimo interessante da arquiteta Rita de Cássia Lucena Velloso que pode ser lido na íntegra no portal Vitruvius.com. Seguem alguns trechos.

O que se passou com os habitantes da chamada Arquitetura Nova não é, sabidamente, o tema de Theodor Adorno no seu Funcionalismo hoje (2), uma vez que o texto constrói-se em torno de possibilidades daquela produção arquitetônica realizada a partir da idéia de objetividade, à qual o século XX chamou, genericamente, de arquitetura funcionalista.

Entretanto, a recepção e os efeitos de tal arquitetura me parecem ser um tema encoberto no texto de Adorno, cujos vestígios estão em afirmativas tais como “imaginação arquitetônica é a faculdade de articular o espaço através das funções”, ou mesmo “quando a imaginação mergulha na funcionalidade explode as relações funcionais imanentes que a mobilizaram inicialmente”. Ao meu ver, não se trata ali apenas da imaginação de quem desenha, mas, também, de uma imaginação que deve ser exercitada também por quem experimenta os lugares. Quanto mais não fosse porque, tendo escrito em 1965, quando já eram decorridos mais de trinta anos desde o início das experiências urbanas e construtivas do Movimento Moderno, Adorno não poderia deixar de considerar as transformações do sujeito que vinha praticando funções arquitetônicas em tais novas configurações. Desse modo, me parece razoável explorar (e extrair) do texto adorniano argumentos que respondem sobre o uso dos edifícios quando o filósofo pergunta pelo Funcionalismo àqueles dias (3).

Por que fracassou a arquitetura da nova objetividade? Para Adorno, por que se tornara literal em excesso. De uma tal literalidade, o resultado é a precariedade das formas puramente funcionais, que para ele se afiguravam como algo de “estupidamente prático” (4). Entretanto, algumas décadas antes do diagnóstico do filósofo, esta mesma arquitetura fora responsável por transformações decisivas no ambiente humano. A denominação Arquitetura da Nova Objetividade ou Arquitetura Nova (Neues Bauen) coube a um conjunto de experiências desenvolvidas em diferentes países europeus, mas principalmente Alemanha e União Soviética (5), numaconjuntura única de engajamento social-político diante da transformação dos meios de produção econômica. A Nova Objetividade fundava-se na aceitação necessária das condições do real e almejava que o projeto de arquitetura pudesse determinar uma experiência concreta das condições racionais da existência.

Tal raciocínio estabelecia que havia uma relação dialética entre método de projeto e uso da forma arquitetônica, mas é exatamente esta relação que se deteriora ao ponto de receber, nos anos sessenta, a acertada crítica de Adorno: a arquitetura tornara-se “estupidamente prática”. Quero me deter no exame dos termos dessa dialética, buscando o que neles respeita aos habitantes quando considerados pela Nova Objetividade, para então refletir sobre as direções da práxis arquitetônica apontadas por Adorno.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A arquitetura como documento de uma época

Quando pensamos em documento nos vêm à mente papéis, carimbos, selos, assinaturas. Mas documentar é provar através de documentos, de testemunhos, de objetos ou fatos que sirvam de prova. Neste sentido a arquitetura se apresenta como documento da história ao trazer consigo as marcas dos hábitos da cultura de um povo ou de uma época. A partir desta perspectiva documental, este trabalho situa a arquitetura como tradução de uma época. Quem, diante da Notre Dame de Paris, edifício construído ao longo de séculos, não imaginou quantas vidas passaram por ali: batizados, casamentos, orações, refúgios, perseguições. Desde que sua construção foi iniciada, quantos trabalharam nela? Depois de finalizada, quantos não a visitaram? Fato é que a arquitetura, entendida como resultado concreto da criação humana, é ao mesmo tempo agente e testemunha da história, traduzindo-se em documento que guarda as marcas do tempo, de uma época, e as transmite para a posterioridade.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ensaio para início de ensaio

É muita coisa pra lembrar, muito texto pra ler, muitas responsabilidades... estou no meio de uma multidão e não vejo como sair dela, não enxergo o fim. Mesmo quando parece que vai se dispersar, a multidão ainda me sufoca. Não vejo a calçada, não vejo as fachadas dos prédios, só vejo o céu azul de um sol escaldante que me incandeia e já não vejo mais nada. Meus pés não tocam o chão já faz tempo. É a multidão que me leva.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Au Bonheur des Dames

Estou lendo Au Bonheur des Dames (O Paraíso das Damas). Ainda não fui muito longe na leitura, pois o livro é longo - 500 páginas. Logo comento...