domingo, 31 de janeiro de 2010
Tentando fazer crítica
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Improdutividade
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Orientações
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
MICHEL BIRON – SOCIOCRITIQUE ET POÉSIE
p.13: “o discurso poético encontra também outros discursos, mas os traços desta relação desaparecem”
“naturalmente [escreve Baktin] o discurso poético também é social, mas as formas poéticas refletem processos sociais mais duráveis, ‘tendências seculares’, por assim dizer, da vida social” à ancrage Du texte poetique dans La ‘grande temporalité”
p.15: para Adorno, a autonomia da arte é a condição pela qual o artista ou escritor acede a realidade social decantada de suas ideologias.
O poema mais obscuro revela, por seu desprezo pelo mundo da comunicação ordinária, uma oposição a sociedade mercantilista e reificada.
p. 16: campo literário
p. 17: constatação dos críticos citados: “a poesia moderna participa de um processo de autonomia da literatura que não resolve o problema teórico de sua leitura social.”
Adorno, Sartre, Barthes à “avalizaram o principio de autonomia progressiva da poesia moderna, mas fizeram apenas alguns pontos de sutura que ligaram ao social, pressupondo que a modernidade se define essencialmente por sua negatividade crescente”.
p.18: WB à a autonomia moderna implica a perda da aura da obra poética e a passagem de uma contato com o mundo do tipo anagogique [místico, contemplativo, simbólico, espiritual] à uma relação analógica [ de analogia] [...] segundo sua formula, “a era da rep. Téc” não ameaça a função critica do escritor, mas ao contrario lhe oferece uma chance de ‘penetrar na massa”.
p.19-20: “o poeta circula no mundo em que encontra objetos e seres, mas sobretudo muitas palavras. Se ele não tem affaire direto com a sociedade, ele não pode proceder senão emprestando-lhe seus discursos e suas ideologias para traficá-las em seguida em múltiplas figuras alegóricas e retóricas aos fins poéticos”.
p.23: “todo texto, por mais fechado que seja em si mesmo, deixa transparecer os traços de sua enunciação [de seu contexto]”
p. 24: “toda leitura social da poesia se elabora sobre as ruínas das grandes dicotomias tradicionais entre o poético e o prosaico, a estética e a ideologia, a autonomia e a heteronomia ou a forma e o conteúdo.”
